À Olívia
As tuas palavras mais bonitas
São como insetos aprisionados
Nas teias de tua timidez,
Sendo teus esforços silenciados
Depois de todas palavras extintas,
Ficando apenas o eco surdo das incertezas
Martelando em teu ouvido: talvez...
E dos teus olhos brotam tristezas
Mas nenhuma lágrima aparece,
São como nuvens no sertão
Que atendem o pedido de uma prece
Quando toda esperança silencia
E somente fica teu coração,
A procura de uma promessa vazia.
N. Nunes
segunda-feira, 12 de março de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Contemplação
Deslumbrada por calmo alvor
Desprendido aos olhos pela Neve
Que se espalha pelo esplendor
De um encanto tão breve...
A Noite aos poucos Negror
Dispersa pelo Céu, se atreve
A envolver em suas asas de Condor
Delicada e fina Neve...
Ah! Como queria de tantos desvelos
Poder preencher a vida!
Mas tu... Pode tê-los...
Pela própria Neve és envolvida;
A neve é tua Pele estendida
Por sob o Céu de teus Cabelos!
Desprendido aos olhos pela Neve
Que se espalha pelo esplendor
De um encanto tão breve...
A Noite aos poucos Negror
Dispersa pelo Céu, se atreve
A envolver em suas asas de Condor
Delicada e fina Neve...
Ah! Como queria de tantos desvelos
Poder preencher a vida!
Mas tu... Pode tê-los...
Pela própria Neve és envolvida;
A neve é tua Pele estendida
Por sob o Céu de teus Cabelos!
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Teus olhos
A Terra dormia encoberta
Pela abóboda azul; criança
Que mãe sempre desperta
Reclina em sua face mansa...
Ninava a criança, e alerta
Desejava a causa da dança
De luzes que com o dia flerta.
Mas nunca ela alcança...
Chora na alvorada florescente;
Garoa toda cheia de dor...
Que com o Sol ardentemente
Completa-se num Arco-Íris;
Filho sorridente, que na cor
Da esperança tem tua íris!
Nícolas Nunes
Pela abóboda azul; criança
Que mãe sempre desperta
Reclina em sua face mansa...
Ninava a criança, e alerta
Desejava a causa da dança
De luzes que com o dia flerta.
Mas nunca ela alcança...
Chora na alvorada florescente;
Garoa toda cheia de dor...
Que com o Sol ardentemente
Completa-se num Arco-Íris;
Filho sorridente, que na cor
Da esperança tem tua íris!
Nícolas Nunes
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
O que representa
Nossos sonhos hasteados no mastro da esperança
Tremulam quando abatidos pelos ventos da vida;
Mas mesmo a mais simples lembrança
Resiste a mais dura despedida!
Mesmo que em tempestades recolhida, a meio mastro,
Ela brilha na escuridão de nossos dias mais tristes;
Transpassa nosso coração como um astro
E deixa sua cauda onde a dor mais persiste!
Se ilumina dos sonhos apagados, e nos cantos
Mais afastados de nossos pensamentos nasce;
Parece formada dos cristais de nossos prantos!
E pelo Universo de nosso rosto escorre
E vai dar onde o sonho por mais que tente, nunca morre...
Como um cometa que de tempos em tempos retornasse.
Nicolas N.F.
Tremulam quando abatidos pelos ventos da vida;
Mas mesmo a mais simples lembrança
Resiste a mais dura despedida!
Mesmo que em tempestades recolhida, a meio mastro,
Ela brilha na escuridão de nossos dias mais tristes;
Transpassa nosso coração como um astro
E deixa sua cauda onde a dor mais persiste!
Se ilumina dos sonhos apagados, e nos cantos
Mais afastados de nossos pensamentos nasce;
Parece formada dos cristais de nossos prantos!
E pelo Universo de nosso rosto escorre
E vai dar onde o sonho por mais que tente, nunca morre...
Como um cometa que de tempos em tempos retornasse.
Nicolas N.F.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Poesia
De que vale a poesia,
E as paixões sistematicamente destruídas,
Como flores esmagadas no asfalto de meu coração?
E as paixões sistematicamente destruídas,
Como flores esmagadas no asfalto de meu coração?
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Trocar palavras
As palavras se trocam entre si, como uma teia de sons;
Que prendem nossos pensamentos convulsos
Que afundam em nossa garganta em soluços
Levando de nossas palavras mais doces os tons.
Os lábios como ondas apagam os rastros
Das palavras escritas na areia de nossos sentimentos;
Sãos astros que se detém em nossos olhos por momentos
Como barcos que recolhem as velas de seus mastros...
Nossas palavras são como baldes cheios até a borda;
Deixam cair de nossos corações a água
Que de nosso peito transborda...
Até que a palavra de tua boca evapora;
E pelo silêncio flutua delicada como uma mágoa;
E em teu lábio sutilmente aflora.
Que prendem nossos pensamentos convulsos
Que afundam em nossa garganta em soluços
Levando de nossas palavras mais doces os tons.
Os lábios como ondas apagam os rastros
Das palavras escritas na areia de nossos sentimentos;
Sãos astros que se detém em nossos olhos por momentos
Como barcos que recolhem as velas de seus mastros...
Nossas palavras são como baldes cheios até a borda;
Deixam cair de nossos corações a água
Que de nosso peito transborda...
Até que a palavra de tua boca evapora;
E pelo silêncio flutua delicada como uma mágoa;
E em teu lábio sutilmente aflora.
Assinar:
Postagens (Atom)
